#1. Criei uma news, e agora?
Sobre os dilemas de alcançar, enfim, o “passar pro papel” os meus pensamentos, & talvez a ânsia pela perfeição.
Caro leitor,
esse post é uma carta como forma de colocar meus pensamentos no lugar sobre a news.
Pra início de conversa, oi. Não repara a bagunça, senta aí e vamo conversar um pouquinho.
Queria dizer, em primeiro momento, que fico absurdamente feliz por ter tomado a iniciativa de entrar pro Substack. Além de enfim achar um lugar pra documentar meus pensamentos e escrever sobre o que eu quiser, a comunidade daqui é bem acolhedora.
No início da manhã, antes de decidir escrever esse primeiro post, eu me preocupei muito com a forma que a news tomaria. Em contrapartida, minha eu interior sugeriu que ela não precisa tomar uma forma. Seguir um roteiro. A língua é viva, e os sentimentos também. Juntando isso ao fato de que eu só quero expressar o que me der vontade, pra quê rotular os posts? Uma linguagem, estética… não. Acho que tá tudo bem falar em um post sobre tópicos mais profundos, e em outro falar sobre coisas tão banais quanto meu ódio honesto em tirar comida molhada do ralo da pia. Inclusive, esse tópico me toca em um lugar especial quando penso que essa decisão é, também, uma forma de mostrar, — mais pra mim mesma do que pros olhos alheios — que a perfeição na escrita existe, mas ela é totalmente relativa.
Ontem, conversando com a amiga que eu converti pra cá, ouvi dela que ao olhar os posts, ela sentia que não era tão boa em palavras pra começar a escrever aqui. Querida, se você estiver lendo isso… a vontade de te esganar é grande, mas escrever só alcança a perfeição quando é oriunda da alma, e dos sentimentos honestos de quem expressa. Falar sobre assuntos “relevantes” pra massa, ou gramática não é mais sinônimo de perfeição. Ao menos pra mim, visto que é tomado como uma medida de acessibilidade. Pensem nos grandes poetas espalhados por aí que não são totalmente letrados, mas que fazem arte com o que sabem. Minha avó, por exemplo. Ela faz arte por meio dos provérbios que ela lê, do que aprendeu a escrever… e pra mim, as palavras dela são a mais pura forma da arte.
Espero que isso entre na minha cabeça.
De qualquer forma, leitor… acho que eu encerro esta carta por aqui. Ou esse amontoado de ideias. Ou do que você quiser chamar.
Com muito amor,
Allurvia.



Me senti como se estivesse conversando com alguém da minha família, espero que consiga se sentir acolhida por aqui
bem vinda!!! <3